domingo, outubro 24, 2010

Ensino de ciências no Brasil

So, falei que ia parar um pouco com coisas revoltantes mas um amigo me enviou um texto deprimente sobre o ensino de ciências naturais no Brasil. E não me vi com outra opção sem ser falar sobre isso. Obrigada Daniel pelo assunto. >--<'

Bom, talvez quando avaliamos o ensino brasileiro temos a ilusão de que é, digamos, bom. O que de toda forma eu não concordaria, mas seria aceitável dizer isso. Penso que o pior em si não é o ensino e sim os estudantes que só pioram o sistema. Ou você nunca notou que estuda pra passar nas provas e não pra entender realmente o que acontece? O que você realmente aprendeu com todos esses anos dentro da escola? Provavelmente algo nulo. Pode até ser que tenha melhorado ao longo dos anos, mas se pensarmos brutamente na mudança que teve não deveria nem ser considerada. Talvez ainda não esteja situado no que estou falando nem enxergando o grande problema. Esse 'grande problema' é algo relativamente simples que é justamente a diferença.

Sabe aquela prova que está próxima e você está estudando ou mesmo deixa pra estudar em cima da hora? Certamente você está decorando a maior quantidade de matéria que pode no tempo mais reduzido. Você faz a prova e depois se foca na próxima prova, se alguém te perguntar algo da prova que passou o máximo que você vai saber são os tópicos principais, e olhe lá.
Esse é o típico estudadente brasileiro, digo isso mas sei que estou sendo em grande parte otimista. Os que estão dentro do que digo são vistos quase como 'os melhores' por grande parte da sociedade.

Se quer saber por que estou dizendo tudo isso, se tenho alguma razão específica é o texto que segue. No início pode ser que desanime porém quando vai chegando o meio pro final não tem como não identificar tudo que eu disse. O texto foi extraído do livro "O Senhor está Brincando, Sr. Feynman?" de Richard P. Feynman, que é um físico ganhador do prêmio Nobel de 1965. Fala sobre a vez que veio ao Brasil pra ter uma experiência de ensino, isso na década de 50. Mesmo que o início seja de difícil compreensão peço que leiam até o final.

Ensino da Física no Brasil segundo Richard Feynman

Em relação à educação no Brasil, tive uma experiência muito interessante. Eu estava dando aulas para um grupo de estudantes que se tornariam professores, uma vez que àquela época não havia muitas oportunidades no Brasil para pessoal qualificado em ciências. Esses estudantes já tinham feito muitos cursos, e esse deveria ser o curso mais avançado em eletricidade e magnetismo – equações de Maxwell, e assim por diante.

Descobri um fenômeno muito estranho: eu podia fazer uma pergunta e os alunos respondiam imediatamente. Mas quando eu fizesse a pergunta de novo – o mesmo assunto e a mesma pergunta, até onde eu conseguia –, eles simplesmente não conseguiam responder! Por exemplo, uma vez eu estava falando sobre luz polarizada e dei a eles alguns filmes polaróide.

O polaróide só passa luz cujo vetor elétrico esteja em uma determinada direção; então expliquei como se pode dizer em qual direção a luz está polarizada, baseando-se em se o polaróide é escuro ou claro.

Primeiro pegamos duas filas de polaróide e giramos até que elas deixassem passar a maior parte da luz. A partir disso, podíamos dizer que as duas fitas estavam admitindo a luz polarizada na mesma direção – o que passou por um pedaço de polaróide também poderia passar pelo outro. Mas, então, perguntei como se poderia dizer a direção absoluta da polarização a partir de um único polaróide.

Eles não faziam a menor idéia.

Eu sabia que havia um pouco de ingenuidade; então dei uma pista: “Olhe a luz refletida da baía lá fora”.

Ninguém disse nada.

Então eu disse: “Vocês já ouviram falar do Ângulo de Brewster?”

– Sim, senhor! O Ângulo de Brewster é o ângulo no qual a luz refletida de um meio com um índice de refração é completamente polarizada.

– E em que direção a luz é polarizada quando é refletida?

– A luz é polarizada perpendicular ao plano de reflexão, senhor. Mesmo hoje em dia, eu tenho de pensar; eles sabiam fácil! Eles sabiam até a tangente do ângulo igual ao índice!

Eu disse: “Bem?”

Nada ainda. Eles tinham simplesmente me dito que a luz refletida de um meio com um índice, tal como a baía lá fora, era polarizada: eles tinham me dito até em qual direção ela estava polarizada.

Eu disse: “Olhem a baía lá fora, pelo polaróide. Agora virem o polaróide”.

– “Ah! Está polarizada”!, eles disseram.

Depois de muita investigação, finalmente descobri que os estudantes tinham decorado tudo, mas não sabiam o que queria dizer. Quando eles ouviram “luz que é refletida de um meio com um índice”, eles não sabiam que isso significava um material como a água. Eles não sabiam que a “direção da luz” é a direção na qual você vê alguma coisa quando está olhando, e assim por diante. Tudo estava totalmente decorado, mas nada havia sido traduzido em palavras que fizessem sentido. Assim, se eu perguntasse: “O que é o Ângulo de Brewster?”, eu estava entrando no computador com a senha correta. Mas se eu digo: “Observe a água”, nada acontece – eles não têm nada sob o comando “Observe a água”.

Depois participei de uma palestra na faculdade de engenharia. A palestra foi assim: “Dois corpos… são considerados equivalentes… se torques iguais… produzirem… aceleração igual. Dois corpos são considerados equivalentes se torques iguais produzirem aceleração igual”. Os estudantes estavam todos sentados lá fazendo anotações e, quando o professor repetia a frase, checavam para ter certeza de que haviam anotado certo. Então eles anotavam a próxima frase, e a outra, e a outra. Eu era o único que sabia que o professor estava falando sobre objetos com o mesmo momento de inércia e era difícil descobrir isso.

Eu não conseguia ver como eles aprenderiam qualquer coisa daquilo. Ele estava falando sobre momentos de inércia, mas não se discutia quão difícil é empurrar uma porta para abrir quando se coloca muito peso do lado de fora, em comparação quando você coloca perto da dobradiça – nada!

Depois da palestra, falei com um estudante: “Vocês fizeram uma porção de anotações – o que vão fazer com elas?”

– Ah, nós as estudamos, ele diz. Nós teremos uma prova.

– E como vai ser a prova?

– Muito fácil. Eu posso dizer agora uma das questões. Ele olha em seu caderno e diz: “Quando dois corpos são equivalentes?” E a resposta é: “Dois corpos são considerados equivalentes se torques iguais produzirem aceleração igual”. Então, você vê, eles podiam passar nas provas, “aprender” essa coisa toda e não saber nada, exceto o que eles tinham decorado.

Então fui a um exame de admissão para a faculdade de engenharia. Era uma prova oral e eu tinha permissão para ouvi-la. Um dos estudantes foi absolutamente fantástico: ele respondeu tudo certinho! Os examinadores perguntaram a ele o que era diamagnetismo e ele respondeu perfeitamente. Depois eles perguntaram: “Quando a luz chega a um ângulo através de uma lâmina de material com uma determinada espessura, e um certo índice N, o que acontece com a luz?

– Ela aparece paralela a si própria, senhor – deslocada.

– E em quanto ela é deslocada?

– Eu não sei, senhor, mas posso calcular. Então, ele calculou. Ele era muito bom. Mas, a essa época, eu tinha minhas suspeitas.

Depois da prova, fui até esse brilhante jovem e expliquei que eu era dos Estados Unidos e que eu queria fazer algumas perguntas a ele que não afetariam, de forma alguma, os resultados da prova. A primeira pergunta que fiz foi: “Você pode me dar algum exemplo de uma substância diamagnética?”

– Não.

Aí eu perguntei: “Se esse livro fosse feito de vidro e eu estivesse olhando através dele alguma coisa sobre a mesa, o que aconteceria com a imagem se eu inclinasse o copo?”

– Ela seria defletida, senhor, em duas vezes o ângulo que o senhor tivesse virado o livro.

Eu disse: “Você não fez confusão com um espelho, fez?”

– Não senhor!

Ele havia acabado de me dizer na prova que a luz seria deslocada, paralela a si própria e, portanto, a imagem se moveria para um lado, mas não seria alterada por ângulo algum. Ele havia até mesmo calculado em quanto ela seria deslocada, mas não percebeu que um pedaço de vidro é um material com um índice e que o cálculo dele se aplicava à minha pergunta.

Dei um curso na faculdade de engenharia sobre métodos matemáticos na física, no qual tentei demonstrar como resolver os problemas por tentativa e erro. É algo que as pessoas geralmente não aprendem; então comecei com alguns exemplos simples para ilustrar o método. Fiquei surpreso porque apenas cerca de um entre cada dez alunos fez a tarefa. Então fiz uma grande preleção sobre realmente ter de tentar e não só ficar sentado me vendo fazer.

Depois da preleção, alguns estudantes formaram uma pequena delegação e vieram até mim, dizendo que eu não havia entendido os antecedentes deles, que eles podiam estudar sem resolver os problemas, que eles já haviam aprendido aritmética e que essa coisa toda estava abaixo do nível deles.

Então continuei a aula e, independente de quão complexo ou obviamente avançado o trabalho estivesse se tornando, eles nunca punham a mão na massa. É claro que eu já havia notado o que acontecia: eles não conseguiam fazer!

Uma outra coisa que nunca consegui que eles fizessem foi perguntas. Por fim, um estudante explicou-me: “Se eu fizer uma pergunta para o senhor durante a palestra, depois todo mundo vai ficar me dizendo: “Por que você está fazendo a gente perder tempo na aula? Nós estamos tentando aprender alguma coisa, e você o está interrompendo, fazendo perguntas”.

Era como um processo de tirar vantagens, no qual ninguém sabe o que está acontecendo e colocam os outros para baixo como se eles realmente soubessem. Eles todos fingem que sabem, e se um estudante faz uma pergunta, admitindo por um momento que as coisas estão confusas, os outros adotam uma atitude de superioridade, agindo como se nada fosse confuso, dizendo àquele estudante que ele está desperdiçando o tempo dos outros.

Expliquei a utilidade de se trabalhar em grupo, para discutir as dúvidas, analisá-las, mas eles também não faziam isso porque estariam deixando cair a máscara se tivessem de perguntar alguma coisa a outra pessoa. Era uma pena! Eles, pessoas inteligentes, faziam todo o trabalho, mas adotaram essa estranha forma de pensar, essa forma esquisita de autopropagar a “educação”, que é inútil, definitivamente inútil!

Uma palestra para as autoridades brasileiras

Ao final do ano acadêmico, os estudantes pediram-me para dar uma palestra sobre minhas experiências com o ensino no Brasil. Na palestra, haveria não só estudantes, mas também professores e oficiais do governo. Assim, prometi que diria o que quisesse. Eles disseram: “É claro. Esse é um país livre”.

Aí eu entrei, levando os livros de física elementar que eles usaram no primeiro ano de faculdade. Eles achavam esses livros bastante bons porque tinham diferentes tipos de letra – negrito para as coisas mais importantes para se decorar, mais claro para as coisas menos importantes, e assim por diante.

Imediatamente, alguém disse: “Você não vai falar sobre o livro, vai? O homem que o escreveu está aqui, e todo mundo acha que esse é um bom livro”.

– Você me prometeu que eu poderia dizer o que quisesse. O auditório estava cheio. Comecei definindo ciência como um entendimento do comportamento da natureza. Então, perguntei: “Qual um bom motivo para lecionar ciência? É claro que país algum pode considerar-se civilizado a menos que… pá, pá, pá”. Eles estavam todos concordando, porque eu sei que é assim que eles pensam.

Aí eu disse: “Isso, é claro, é absurdo, porque qual o motivo pelo qual temos de nos sentir em pé de igualdade com outro país? Nós temos de fazer as coisas por um bom motivo, uma razão sensata; não apenas porque os outros países fazem”. Depois, falei sobre a utilidade da ciência e sua contribuição para a melhoria da condição humana, e toda essa coisa – eu realmente os provoquei um pouco.

Daí eu disse: “O principal propósito da minha apresentação é provar aos senhores que não se está ensinando ciência alguma no Brasil!

Eu os vejo se agitar, pensando: “O quê? Nenhuma ciência? Isso é loucura! Nós temos todas essas aulas”.

Então eu digo que uma das primeiras coisas a me chocar quando cheguei ao Brasil foi ver garotos da escola elementar em livrarias, comprando livros de física. Havia tantas crianças aprendendo física no Brasil, começando muito mais cedo do que as crianças nos Estados Unidos, que era estranho que não houvesse muitos físicos no Brasil – por que isso acontece? Há tantas crianças dando duro e não há resultado.

Então eu fiz a analogia com um erudito grego que ama a língua grega, que sabe que em seu país não há muitas crianças estudando grego. Mas ele vem a outro país, onde fica feliz em ver todo mundo estudando grego – mesmo as menores crianças nas escolas elementares. Ele vai ao exame de um estudante que está se formando em grego e pergunta a ele: “Quais as idéias de Sócrates sobre a relação entre a Verdade e a Beleza?” – e o estudante não consegue responder. Então ele pergunta ao estudante: “O que Sócrates disse a Platão no Terceiro Simpósio?” O estudante fica feliz e prossegue: “Disse isso, aquilo, aquilo outro” – ele conta tudo o que Sócrates disse, palavra por palavra, em um grego muito bom.

Mas, no Terceiro Simpósio, Sócrates estava falando exatamente sobre a relação entre a Verdade e a Beleza!

O que esse erudito grego descobre é que os estudantes em outro país aprendem grego aprendendo primeiro a pronunciar as letras, depois as palavras e então as sentenças e os parágrafos. Eles podem recitar, palavra por palavra, o que Sócrates disse, sem perceber que aquelas palavras gregas realmente significam algo. Para o estudante, elas não passam de sons artificiais. Ninguém jamais as traduziu em palavras que os estudantes possam entender.

Eu disse: “É assim que me parece quando vejo os senhores ensinarem ‘ciência’ para as crianças aqui no Brasil” (Uma pancada, certo?)

Então eu ergui o livro de física elementar que eles estavam usando. “Não são mencionados resultados experimentais em lugar algum desse livro, exceto em um lugar onde há uma bola, descendo um plano inclinado, onde ele diz a distância que a bola percorreu em um segundo, dois segundos, três segundos, e assim por diante. Os números têm Erros – ou seja, se você olhar, você pensa que está vendo resultados experimentais, porque os números estão um pouco acima ou um pouco abaixo dos valores teóricos. O livro fala até sobre ter de corrigir os erros experimentais – muito bem. No entanto, uma bola descendo em um plano inclinado, se realmente for feito isso, tem uma inércia para entrar em rotação e, se você fizer a experiência, produzirá cinco sétimos da resposta correta, por causa da energia extra necessária para a rotação da bola. Dessa forma, o único exemplo de ‘resultados’ experimentais é obtido de uma experiência falsa. Ninguém jogou tal bola, ou jamais teriam obtido tais resultados!”

“Descobri mais uma coisa”, eu continuei. “Ao folhear o livro aleatoriamente e ler uma sentença de uma página, posso mostrar qual é o problema – como não há ciência, mas memorização, em todos os casos. Então, tenho coragem o bastante para folhear as páginas agora em frente a este público, colocar meu dedo em uma página, ler e provar para os senhores.”

Eu fiz isso. Brrrrrrrup – coloquei meu dedo e comecei a ler: “Triboluminescência. Triboluminescência é a luz emitida quando os cristais são friccionados…”

Eu disse: “E aí, você teve alguma ciência? Não! Apenas disseram o que uma palavra significa em termos de outras palavras. Não foi dito nada sobre a natureza – quais cristais produzem luz quando você os fricciona, por que eles produzem luz? Alguém viu algum estudante ir para casa e experimentar isso? Ele não pode”.


“Mas, se em vez disso, estivesse escrito: ‘Quando você pega um torrão de açúcar e o fricciona com um par de alicates no escuro, pode-se ver um clarão azulado. Alguns outros cristais também fazem isso. Ninguém sabe o motivo. O fenômeno é chamado triboluminescência’. Aí alguém vai para casa e tenta. Nesse caso, há uma experiência da natureza.” Usei aquele exemplo para mostrar a eles, mas não faria qualquer diferença onde eu pusesse meu dedo no livro; era assim em quase toda parte.

Por fim, eu disse que não conseguia entender como alguém podia ser educado neste sistema de autopropagação, no qual as pessoas passam nas provas e ensinam os outros a passar nas provas, mas ninguém sabe nada. “No entanto”, eu disse, “devo estar errado. Há dois estudantes na minha sala que se deram muito bem, e um dos físicos que eu sei que teve sua educação toda no Brasil. Assim, deve ser possível para algumas pessoas achar seu caminho no sistema, ruim como ele é.”

Bem, depois de eu dar minha palestra, o chefe do departamento de educação em ciências levantou e disse: “O Sr. Feynman nos falou algumas coisas que são difíceis de se ouvir, mas parece que ele realmente ama a ciência e foi sincero em suas críticas. Assim sendo, acho que devemos prestar atenção a ele. Eu vim aqui sabendo que temos algumas fraquezas em nosso sistema de educação; o que aprendi é que temos um câncer!” – e sentou-se.

Isso deu liberdade a outras pessoas para falar, e houve uma grande agitação. Todo mundo estava se levantando e fazendo sugestões. Os estudantes reuniram um comitê para mimeografar as palestras, antecipadamente, e organizaram outros comitês para fazer isso e aquilo.

Então aconteceu algo que eu não esperava de forma alguma. Um dos estudantes levantou-se e disse: “Eu sou um dos dois estudantes aos quais o Sr. Feynman se referiu ao fim de seu discurso. Eu não estudei no Brasil; eu estudei na Alemanha e acabo de chegar ao Brasil”.

O outro estudante que havia se saído bem em sala de aula tinha algo semelhante a dizer. O Professor que eu havia mencionado levantouse e disse: “Estudei aqui no Brasil durante a guerra quando, felizmente, todos os professores haviam abandonado a universidade: então aprendi tudo lendo sozinho. Dessa forma, na verdade, não estudei no sistema brasileiro”.


Eu não esperava aquilo. Eu sabia que o sistema era ruim, mas 100 por cento – era terrível!

Uma vez que eu havia ido ao Brasil por um programa patrocinado pelo Governo dos Estados Unidos, o Departamento de Estado pediu me que escrevesse um relatório sobre minhas experiências no Brasil, e escrevi os principais pontos do discurso que eu havia acabado de fazer. Mais tarde descobri, por vias secretas, que a reação de alguém no Departamento de Estado foi: “Isso prova como é perigoso mandar alguém tão ingênuo para o Brasil. Pobre rapaz; ele só pode causar problemas. Ele não entendeu os problemas”. Bem pelo contrário! Acho que essa pessoa no Departamento de Estado era ingênua em pensar que, porque viu uma universidade com uma lista de cursos e descrições, era assim que era.
_____________________________
Está aí mais um post revoltado, espero que ninguém tenha desistido de ler antes de chegar ao fim, pois isso seria horrível num post que fala sobre educação.  -q

Como todos desse gênero espero que faça alguma diferença. Boas reflexões acerca disso.
Gostaria de ver comentários nesse post em especial. 

Jaa ne  :3

sexta-feira, outubro 22, 2010

Amoras -q

Nyan  >--<~

Hoje venho falar de amoras -q

As Amoras são frutos agregados, ou seja, são formados pela agregação de vários frutos menores denominados mini-drupa ou drupete. A maioria das espécies conhecidas pertence ao gênero Rubus (frutos mais arredondados) e Morus (frutos um pouco mais alongados) sendo encontrados principalmente em regiões temperadas do hemisfério Norte e América do Sul. Existem vários tipos de amoras que diferem na coloração. Podem ser vermelhas, brancas e negras...  -QQQ


Ok, não era isso  xD

Quando eu estava digitando pela primeira vez acabei trocando uma vogal e deu nisso  u---u'  /cofcof
Sim, vim falar de amores.  :3 
/seráquemaisalguémpercebeualgumasemelhançaentreadefiniçãoapresentadaeadefiniçãodapalavracorreta?

É basicamente o que tem nesse blog, aqui cito aos poucos o que eu tenho afeição, ou seja, o que/quem eu amo.

Por acaso também gosto de amoras 

Eu sou uma pessoa realmente fácil, gosto de qualquer um ou qualquer coisa a princípio. Só depois de conhecer que formo uma opinião a respeito. Bom, normalmente é assim, tem alguns casos à parte  ;D

Digo isso, porém quem me conhece sabe que nem é preciso eu dizer. Quando fui adotada por um grupo de amigos a pouco tempo percebi que tenho realmente a facilidade de lidar com as pessoas, talvez por todos partirem do princípio de que sou maluca as amizades fluem mais facilmente. De certa forma concordo com eles, eu não sou 'normal', se o oposto de normal pode ser 'maluco' então é isso mesmo.  :B
A partir de agora vou postar de forma mais direta os meus gostos, por exemplo, pode ser que nos próximos posts apareçam aqui coisas como amoras Lua, Japão, biologia, etc. Se eu der muitos exemplos vou acabar listando os posts que vou fazer.  -q

Vou citar um texto que gosto  :3

"Se não foi diante das luzes
De uma manhã ensolarada
Que você foi capaz de falar de amor
Não será diante de um padre
E pessoas estranhas
Que você será capaz disso."

O de baixo escrevi num impulso no início do ano. Sou um pessoa sortuda pois a pessoa citada estará eternamente comigo.

"Sim, eu confirmo. A minha memória é das piores. Achava que nunca tinha sido capaz de chorar na sua presença mas quando, em um momento de pânico, pude escutar sua voz, mesmo que seja saindo daquele instrumento gélido e sem sentimentos, senti a minha face se inundando em lágrimas e tive minha visão completamente embaçada. Foi sob essas circunstâncias que notei algo óbvio que me negava a lembrar. Que essas suas palavras de consolo já encheram meu ouvido e que foi através delas que pude superar a minha angústia. Através do seu "Eu sei que você é capaz." e "Eu confio em você." que pude continuar vivendo tudo que vivi. E não foi tudo mentira, a certeza que tenho me dá suporte nos momentos sem você e me faz acreditar que mesmo se tudo der errado, que todos, agora ao meu lado, me deixem, eu terei o mais importante, você."

Lembrar do início do ano é tão bom e ruim ao mesmo tempo  x3

Bom, passem a reparar nos marcadores, de tempos em tempos os mesmos marcadores que foram usados antes serão usados novamente.
Estou cada vez adiando mais a publicação do post que tenho quase pronto.  xD
Ele está quase pronto a tanto tempo que a preguiça de terminá-lo só aumenta, mas como foi o tio Dani que me deu a idéia vou me esforçar um pouquinho pra terminar.
Vou tentar postar mais tarde ou amanhã. É sobre educação, sim, mais um post revoltado.


Dakara, jaa ne  :3





segunda-feira, outubro 18, 2010

Telepathy - Younha

Yaa  >3

Eu tenho outro post quase pronto mas a twin pediu que eu conseguisse a tradução de uma música coreana, então depois eu posto o outro. Deu um trabalhinho mas traduzi do inglês. Em algumas partes o que eu consegui do inglês estava estranho então adaptei para que tivesse algum sentido.
Espero que goste, Tifinha.  >--<~


video




Telepathy

Eu não sei quantas vezes isso aconteceu
Nós chamamos um ao outro ao mesmo tempo
Quando nos encontramos nós escolhemos a mesma coisa no cardápio
Este é o destino?
A verdade é que eu sou mais consciente
Se você sentiu isso, você sabe
Você me verá agora, mesmo quando você está dormindo
(Nos seus sonhos) Você me encontrará
A forma da nossa conecção
(Hey! Hey!) Eu gosto disso
Melhor do que o sabor dos doces
Eu gosto da sensação da telepatia que temos
Eu sei por causa dos instintos femininos
Nós nos encontraremos mais uma vez
Diga-me que você me quer
Você continua vindo para mim
A verdade é que está realmente tentando
Eu sou a pessoa que disparou todas as flechas de cupido
Você me verá agora, mesmo quando você está dormindo
(Nos seus sonhos) Você me encontrará
A forma da nossa conecção
(Hey! Hey!) Eu gosto disso
Melhor do que o sabor dos doces
Eu gosto da sensação da telepatia que temos
Onde você está? Você sente a minha falta?
Mesmo quando você não me conta 
Eu tenho a sensação que sei
Será que você é o mesmo que eu?
Diga-me se isso é amor
Mesmo quando você não me conta, você já é meu
Eu vou ter você com confiança
Todo olhar que eu levo, eu sei que você é meu homem
(Hey! Hey!) Eu gosto disso
Melhor do que o sabor dos doces
Eu gosto da sensação da telepatia que temos.


Aí está!  *-*'
Eu nunca gostei de nada coreano, mas depois de ver um drama muito bom acabei acostumando. Não posso dizer que amo, porém não tenho o preconceito que tinha antes. Acho a parte da pronúncia muito mais difícil que o japonês mas não deve ser tão difícil quanto parece.

Espero que as pessoas diminuam aos poucos o preconceito com os idiomas entre outras coisas orientais. 
Jaa ne  :3


sábado, outubro 16, 2010

Corrupção


Konbanwa   :3

Hoje trago como assunto algo polêmico.  Sei que em duas semanas será o segundo turno das eleições e esse é um assunto falado e discutido em muitos lugares. Contudo eu adoro falar sobre isso, dar a minha opinião. Não tem lugar melhor pra fazer isso senão meu amado blog.

Como eu já comentei na página que falo sobre mim, tenho 17 anos e portanto não sou obrigada a votar. E não o fiz. Eu ainda tinha muitas dúvidas no primeiro turno e preferi não votar à fazer uma escolha equivocada, o que não faz muita diferença pois a população brasileira se equivoca na hora de votar.  -qq

Na quinta-feira eu assisti Tropa de Elite 2 um pouco descrente de que fosse valer a pena. Mas me surpreendeu e me fez ficar muito revoltada quanto à situação do país. Eu sei que sozinha sou apenas uma 'adolescente revoltada' que não faz porcaria nenhuma, também sei que os jovens da atualidade não são de lutar contra o que acham errado assim como aconteceu na ditadura ou em outras épocas. Isso me deixa triste. Não é possível que todos se sintam bem sabendo que estão sugando todos os seus esforços sem nenhum pudor e você sabendo disso não faz nada. 

Quando eu estava saindo do cinema e conversando com uns amigos, percebemos que a mesma imagem passou na cabeça da maioria. A imagem que transformar Brasília num lago de sangue parecia a mais próspera agora. Mesmo sabendo que novos corruptos vão aparecer e tomar o lugar dos que foram, mas isso é um ciclo que não tem fim. E com novos representantes no poder e novos cretinos governantes que vão se utilizar da estupidez boa vontade da população. 

Já percebeu que quando você pára pra pensar no assunto nota que não existe uma solução fácil? Será que vão aparecer novas formas de governo para corrigir os erros da atual? 

Certamente, mesmo se os governados se opuserem e derem início a algum tipo de real mudança isso não vai ser agora e essas mudanças não vão atigir à minha geração. O que é realmente deprimente. 

 Bom, eu fico feliz de que cada vez mais pessoas conseguem perceber que não estamos seguindo o caminho certo e que as coisas têm que mudar, é um bom início. Falta agora alguma iniciativa mesmo que seja através das eleições. Digo isso porque tenho certeza que muita gente vai votar nesse segundo turno em um candidato que não realmente o agrada e vai votar por achar que não tem opção. Isso é um erro, faça valer a sua opinião e se não tiver candidato que lhe agrade, vote nulo. Não estou fazendo um campanha para que votem nulo, então pensem bem no que vão fazer com os próximos 4 anos.

Anime - Ouran Host Club
Tenho que parar de falar de coisas que me revoltam  u---u'
Espero fazer algumas pessoas, eu sei que não fará a mínima diferença, pensarem a respeito. 

Huhum -q
Obrigada pela atenção.

Estou ainda pensando no que devo escrever no próximo post, então talvez não dê pra fazer pra amanhã.  >---<'  -Q
Ah, também queria dizer que vou passar a montar guias de aulas da língua japonesa. Porém como deve dar algum trabalho, vai demorar algum tempo até que eu realmente comece a postar.

Jaa ne :3


sexta-feira, outubro 15, 2010

Fim de Reborn

Konnichiwa  u---u


Hoje venho pra dizer algo que me deixou frustrada um tempo atrás. Eu já citei sobre o anime de Katekyou Hitman Reborn e há quase um mês parou de ser exibido no Japão, sem nenhum motivo aparente e sem nenhum tipo de explicação clara. No seu lugar na programação da Tv japonesa que o passava colocaram Bakugan e chamaram o último episódio passado no final de setembro de final, sendo que o mangá continua a ser publicado e mostra que o final apresentado no anime não é realmente o final da série em si. E fica a dúvida: Será que Reborn vai ser uma daquelas séries que só tem parte do mangá com animação? Será que outro canal japonês vai continuar a passar? Será que foi apenas uma pausa dessa programação? Será que um dia vou poder ver novos episódios ou vou ter que me satisfazer apenas com a publicação do mangá?
O que espero que continue sem pausas dramáticas, ou qualquer tipo de problema. Digo isso porque um mangá que estimo muito está travado sem qualquer expectativa de retorno, pois o mangaka parece não estar afim de desenhar.  -qq

Eu tenho ciência de que não sou a única fã de Reborn que está com probleminhas pra entender o que aconteceu, só acho que se era pra dar um fim ao anime antes que o mangá chegasse ao fim deveria haver uma explicação plausível para as pessoas que bancam o bando de marmanjo que produz. Não que eu me inclua nisso, sou só uma fã que adquiri as informações sem muito trabalho.
Eu queria aproveitar e fazer um apelo pra qualquer um que tiver alguma notícia sobre o anime para que diga nos comentários, eu não estou tendo muito tempo então pode até ser que esse post não esteja atualizado. Atualizado ou não, esses foram meus sentimentos revoltados de quando eu soube do término do anime. 

Devo fazer outro post pra hoje ou amanhã.

Jaa ne  ;3